Governo federal lança centro para integrar dados e combater violência contra mulheres

Governo federal lança centro para integrar dados e combater violência contra mulheres

Foto: Vinicius Becker

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, em Brasília, o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), estrutura que passa a reunir e cruzar informações estratégicas para fortalecer o enfrentamento à violência contra mulheres no país.
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Com investimento de R$ 28 milhões, o novo centro foi criado para atuar como um núcleo nacional de inteligência, com a função de integrar diferentes bases de dados, hoje fragmentadas, e ampliar a capacidade de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização de agressores.

De acordo com o ministério, a proposta é conectar informações de diversas fontes, como registros de ocorrência, monitoramento eletrônico e denúncias feitas por canais oficiais. A centralização desses dados deve permitir respostas mais rápidas das forças de segurança e maior eficiência nas políticas públicas.

O CIMS também integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado entre os Três Poderes em fevereiro, com foco na redução dos índices de violência de gênero no país. Durante o lançamento, o ministro Welington Lima afirmou que a iniciativa representa um avanço no uso da tecnologia no enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica.

— O combate à violência contra a mulher exige atuação coordenada, uso de dados e compromisso permanente das instituições — destacou.

A estrutura funcionará na capital federal e será conectada a uma rede com 27 salas de monitoramento distribuídas em todo o país. O sistema permitirá acompanhamento contínuo dos casos, identificação de padrões e antecipação de riscos.

Monitoramento e tecnologia
Entre as ferramentas previstas, está o uso de inteligência baseada em dados para orientar ações policiais e decisões estratégicas. A integração das informações deve contribuir para a localização de suspeitos e cumprimento de medidas judiciais com maior agilidade.

Outra medida anunciada é o programa Alerta Mulher Segura, que prevê a entrega de dispositivos eletrônicos para vítimas com medidas protetivas. O equipamento funcionará como um relógio capaz de emitir alerta em tempo real caso o agressor se aproxime.

O sistema será integrado à tornozeleira eletrônica do agressor e acionará automaticamente as forças de segurança. A previsão inicial é atender cerca de 5 mil mulheres, com investimento de R$ 25 milhões.


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